quarta-feira, 28 de março de 2012

Amor

"O amor é o solvente universal para todos os conflitos e distinções. É através do amor, da compreensão e da aceitação que poderemos ascender para os reinos celestiais. O amor abre as dimensões do infinito.
Mas, há que se ter humildade e coragem para amar. Essa experiência não é tão fácil. Há que se ter coragem para ser você mesmo e revelar a sua essência. Em essência, nós somos amor. O amor é a seiva da vida. Há que se ter coragem para desvendá-lo, o que significa remover as máscaras e mecanismos de defesa que fomos aprendendo a usar ao longo da vida. Nós passamos muito tempo nessa vida nos protegendo, nos escondendo atrás de tantas e tantas camadas. Todo o esforço de um buscador deve ser para se afinar com a verdade. Pois, a verdade ilumina o amor e o amor ilumina a liberdade."



Sri Prem Baba

terça-feira, 27 de março de 2012

Eu quero ser feliz agora

Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr'uma outra hora
Que a segurança exige medo
Que quem tem medo Deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
Que nessa festa você tá de fora
Que você volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora (2x)
Se alguém vier com papo perigoso de dizer que é preciso paciência pra viver.
Que andando ali quieto
Comportado, limitado
Só coitado, você não vai se perder
Que manso imitando uma boiada, você vai boca fechada pro curral sem merecer
Que Deus só manda ajuda a quem se ferra, e quando o guarda-chuva emperra certamente vai chover.
Se joga na primeira ousadia, que tá pra nascer o dia do futuro que te adora.
E bota o microfone na lapela, olha pra vida e diz pra ela...
Eu quero ser feliz agora (2x)
Se alguém disser pra você não cantar
Deixar teu sonho ali pr'uma outra hora
Que a segurança exige medo
E que quem tem medo deus adora
Se alguém disser pra você não dançar
E que nessa festa você tá de fora
Que volte pro rebanho.
Não acredite, grite, sem demora...
Eu quero ser feliz Agora (3x)

Oswaldo Montenegro

Casamento

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.

terça-feira, 20 de março de 2012

O sábio

"Aquele que conhece os outros é sábio.
Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.

Aquele que vence os outros é forte.
Aquele que vence a si mesmo é poderoso.

Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.

Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo.

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
O sábio não se faz notar, e por isso é notado.

O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo,
ninguém no mundo pode competir com ele."

Lao-Tse

segunda-feira, 19 de março de 2012

Dia do Artesão


Hoje é dia do Artesão, aquele que transforma o mundo com suas mãos, que transforma a matéria prima em arte! Parabéns prá nós!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Shivanataraj



"Neste aspecto, Shiva aparece como o Rei (raja) do Dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraj cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo, pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.
Nataraj pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele representa o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.
A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."


Fonte: www.yogasite.com.br

sexta-feira, 9 de março de 2012

Oração

Amanheço hoje
Com as forças dos Céus,
a luz do Sol,
o brilho da Lua,
o esplendor do Fogo,
a velocidade do Vento,
a rapidez do Raio,
a firmeza da Rocha,
a estabilidade da Terra,
a profundidade do Mar.

Amanheço hoje
Pela força secreta e
Divina que me guia.

Que assim seja!

Que assim se faça!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Criação

"O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade."
Rubem Alves

quarta-feira, 7 de março de 2012

As Moiras

"Acreditavam os gregos e os romanos que as Moiras ou Parcas eram as três deusas que determinavam o destino de cada pessoa, suas atribuições, prazeres e sofrimentos. [...]
Eram elas: Klotho, a que segurava o fuso, puxava o fio e fiava a vida, atuava como deusa dos nascimentos e partos; Láchessis, que em grego significa sortear, sorteava o quinhão de atribuições que se ganhava em vida, lançava a sorte e media o comprimento do fio de cada existência; e Átropos, que significa afastar, era a inflexível, a que cortava o fio da vida sem jamais retroceder em sua decisão.
Para Hesíodo, essas três entidades do destino presidem os três momentos mais importantes da vida humana: nascimento, casamento [procriação] e morte. O começo, o meio e o fim. A arte de tecer e fiar são obra da Grande Mãe, que tece a teia da vida e fia a meada do destino."

Lígia Diniz [org.] Mitos e arquétipos na arteterapia -
Os rituais para se alcançar o inconsciente.
Rio de Janeiro: Wak Editora, 2010