sábado, 28 de abril de 2012

Collective Proverbs

MEMORY
FADES
BUT
DOES
NOT
FORGIVE

MEMORY
FADES
NOT

BUT
FORGIVE

Raqs Media Collective

Mostra India! Lado a Lado

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Imaginação e Razão

Como a imaginação perturba a marcha regulada da Razão? É porque ela ressuscita no homem as vozes, os sons, todos os acidentes da natureza, as imagens que se tornam tantas ocasiões de extravio. O homem de imaginação passeia em sua cabeça como um curioso em um palácio onde seus passos são, a cada instante, deviados por objetos interessantes, ele vai, volta, daí não sai. A imaginação é a imagem da infância à qual tudo atrai desordenadamente. [...]
A imaginação não cria nada; ela imita, compõe, combina, exagera, aumenta, diminui. Ela ocupa-se incessantemente das semelhanças. O julgamento observa, compara e não busca senão diferenças.

No Tear de Palas: Imaginação e Gênio no Século XvIII - Uma introdução.
Enid Abreu Dobránszky. Campinas, SP: Editora da Universidade de Campinas/ Papirus, 1992.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O ron-ron do gatinho

Em proteção aos gatos pretos nesta sexta-feira treze, publico o seguinte poema:


O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.

Mas um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.

É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso ele faz ron-ron
para mostrar gratidão.

No passado se dizia
que esse ron-ron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.

Tudo bobagem, despeito,
calúnias contra o bichinho:
esse ron-ron em seu peito
não é doença - é carinho.

Um gato chamado gatinho. Ferreira Gullar.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O coração

O coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um — tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.


O outro — voa em mais virentes balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel — a que se chama — crenças —,
Vive do aroma — que se diz — amor. —
Castro Alves