quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Perdão

“O ego não pode perdoar porque o perdão é um fenômeno que está além dele.
Em algum momento, o perdão será iluminado. Porém, esse momento somente chega quando você estiver suficientemente maduro. É verdade que você precisa perdoar, mas não pode forçar isso, porque não é com a mente e com o intelecto que você perdoa – você é tomado pela compreensão e pela compaixão; você é tomado pela Sagrada Sabedoria. Então, você simplesmente aceita e isso te liberta do passado. Isso é um fenômeno puramente espiritual – é o resultado do processo de cura; é o fruto da árvore da consciência. Mas, você somente pode colher o fruto da árvore quando ele está maduro. Você não pode fabricar a fruta, mas pode preparar o terreno, plantar a semente, cuidar dos brotos para que eles possam crescer... É isso que estamos fazendo. Não se preocupe com o tempo, apenas se entregue para o processo e faça o seu melhor. Quando você menos esperar, a árvore dará um fruto.”

Sri Prem Baba

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Acerca do karma de viver nos grandes centros urbanos

“Eu sinto que você não deve fugir do seu karma porque ele está dentro de você. Facilmente, você transforma o paraíso em um inferno, porque o inferno está dentro de você, assim como céu está dentro de você. Também é possível você fazer do inferno um céu. Se você estiver alinhado com o sadhana, com o serviço (karma yoga) e com a meditação, você poderá transformar um ambiente pesado como esse em um mandir (templo). Você transforma a vibração através do seu silêncio e do seu amor. Eu quero dizer com isso que, se você realmente está dedicado ao seu processo de transformação interior e concluiu o aprendizado que aquele karma tinha para lhe dar, você será guiado para uma mudança. Talvez você receba a orientação de morar na Índia, nas montanhas, ou em um vale sagrado. Mas, se não for a hora certa e você for para um desses lugares, pode ter certeza que você vai reclamar do barulho dos passarinhos pela manhã. O reclamador e o acusador estão dentro de você e, onde quer que você vá, eles vão junto.”

Sri Prem Baba

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quando me amei de verdade

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é…Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de… Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é… Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama… Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é… Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.
Hoje descobri a… Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.
Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é… Saber viver!!!

 Kim McMillen

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Sobre as Folhas

Sobre As Folhas (ou Barão Nas Árvores)

Contarei a história do barão
Que comia na mesa com seu pai
Era herdeiro primeiro dos currais
Mas gritou num jantar
"Não quero nada! Nada!"
Nesse dia subiu num grande galho
Nunca mais o barão pisou na terra
Passou anos e anos na floresta
Andou léguas e léguas sobre as folhas
Construiu sua casa feito ninho
Beijou sua mulher perto das nuvens
Um concreto bordado nas alturas
Com manobras de amor no precipício
Quando amanheceu entre dois prédios
De pastilhas brancas e tandos andares
Um guindaste bem mais distante
A luz, a sombra, a luz, vermelha, da roupa, da aurora...
Soube nessa madrugada do homem
Que não quis os minérios do pai
E não quis os segredos farpados da mãe
Subiu numa planta, no alto da pedra
Bem perto daqui,
E ficou por lá.

Cordel do Fogo Encantado

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Ano Buda 2578 Dragão Celestial

Chegamos aqui.
Entre mortos, mortas, feridos e feridas, chegamos aqui.
Houve tsunamis, terremotos. guerras, acidentes, vulcões, erupções, ventos, ciclones. Muitas pessoas foram levadas, arrastadas, engolidas, desaparecidas.
Nós ficamos.
Estamos aqui.
Com tropeços, com feridas, mancando e nos arrastando - chegamos aqui.
Há os mais fortes e destemidos que saltaram os obstáculos, mas até quando saltarão?
Transitoriedade.
Velhice, doença e morte.
E depois da morte? Como é?
E depois da vida? Como será?
Estamos aqui.
Onde estamos é o local sagrado e precioso.
Nossa vida.
Minha vida, a sua vida, a nossa vida.
Viver é perigoso e por isso delicioso.
Nesta caminhada sem começo e sem fim, nada surge e nada desaparece, apenas é. [...]
Cada ano um novo ano.
Além do bom e do ruim.
Muito além do certo e do errado.
Algumas pessoas se vão e outras vão chegando.
Impermanência.
Sem lástimas e sem excessos de alegria. [...]
Cada instante um novo instante.
Façamo-lo perfeito na sua imperfeição.
Meu melhor deixa muito a desejar.
O que é ir além do desejo?
O melhor do agora é a perfeição aqui.
Sorria.
Apreciando a cada instante perene.
Cuidando da Terra, dos Céus, dos Mares e dos Ares.
Sorrindo suavemente.
Suave mente.
Mente de Buda, mente de libertação.
Senhor e senhora de si mesmo, de si mesma.
Quem pode julgar e decidir sua vida?
Torne-se líder de si mesmo/a e conhecerá a benção da iluminação suprema. Apenas sendo,, intersendo.
Que todos os seres possam encontrar a mesma sabedoria e compaixão de todas as iluminadas formas de vida.
Que o diálogo se torne a maneira sábia de falar.
Que não joguemos espinhos e farpas, mas possamos presentear o mundo com ternura e sapiência.
Gratidão por chegarmos aqui, até aqui.
Renovamos assim nossos votos de
Nunca fazer o mal.
Sempre fazer o bem.
Sempre fazer o bem a todos os seres.
Que o ano do Dragão nos dê forças para superar nossos próprios obstáculos e adentrar - profundamente - o Caminho de Buda.
Mãos em prece.

Texto de Monja Coen [www.zendobrasil.org.br] publicado na revista
Yoga Jounal Brasil [yogajournal.terra.com.br] de Fevereiro/Março de 2012.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Felicidade Realista

A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vem quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser supreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufrui-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazezr exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelado, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é o que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.

Felicidade Realista. Mário Quintana.

Meu jardim

Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores.
Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores.
Refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores.
Tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores.
Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho.
Tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho.
Tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho.
Escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho.
Estou podando meu jardim.
Estou cuidando bem de mim.

Meu Jardim. Vander Lee

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Arte Integrativa

Acordei com saudades da pós e dos amigos de lá.
Vale a pena conhecer:

Pós Graduação em Arte Integrativa
http://www.ceuaum.org.br/cursos/pos-graduacao.htm



Objetivos
Aprofundar conhecimentos teóricos e práticos da arte, por intermédio de diferentes formas de expressão, para mostrar como a atividade artística é central em processos de transformação e como vem rompendo fronteiras e integrando áreas diversas, como a psicologia, a física e a antropologia, além de ser aplicada nos campos da saúde, do social e da educação.

Aplicar a terapia das artes a serviço do crescimento pessoal, proporcionando ao profissional a ampliação de sua habilidade pessoal e a possibilidade de trabalhar com seus clientes, ajudando-os a desenvolver uma relação criativa com seus sentimentos, imaginação e sensações e transformar suas relações consigo e com o mundo exterior.

Diferenciais


Único do gênero no Brasil, o curso utiliza uma abordagem integrativa, que proporciona ao profissional mais flexibilidade, ampliação de suas habilidades e um repertório mais completo de ferramentas para serem aplicadas na área desejada.

Outro diferencial é a ênfase na prática da aplicação terapêutica e educacional da arte, que ocorre por meio das vivências que os alunos têm com os materiais expressivos, passando eles próprios pela experiência antes de aplicarem profissionalmente.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amadurecência

Parto-me.
Parto-me.

A poesia prevalece.
A poesia prevalece.

O primeiro senso é a fuga.
Bom, na verdade é o medo,
Daí então, a fuga.
Evoca-se na sombra uma inquietude,
Uma alteridade disfarçada,
Inquilina de todos os nossos riscos,
A juventude plena e sem planos se esvai
O parto ocorre.
Parto-me. Parto-me. Parto-me. Parto-me.
Aborto certas convicções.
Abordo demônios e manias.
Flagelo-me.
Exponho cicatrizes.
E acordo os meus, com muito mais cuidado,
Muito mais atenção!
E a tensão que parecia nunca não passar,
O ser vil que passou para servir,
Pra discernir, harmonizar o tom.
Movimento. Som.
Toda terra que devo doar.
Todo voto que devo parir.
Não dever ao devir,
Nunca deixar de ouvir,
Com outros olhos!
Com outros olhos!
Com outros olhos!

O Teatro Mágico

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

A semente

'Semear, esparramar, propagar, derramar, deitar sobre a terra, a vida e a morte. Para ser é preciso nascer, para viver é preciso começar. Começamos todos como sementes, terminamos todos deitados na terra, da mesma forma, sementes. O ciclo é o mesmo para quase todos os seres. O princípio e o fim encontram através dos intervalos no tempo a eternidade, efêmera e contínua.

Do caroço solitário nasce o abacateiro, árvore com flores femininas e masculinas que chega a medir 20 metros de altura. As abelhas, os pássaros e os ventos participam do namoro entre os pés de milho macho e fêmea. Tartarugas marinhas enterram seus ovos na areia durante o verão; em dois meses pequenas tartarugas correrão cambaleantes em direção ao mar. Para os seres humanos, os passos da dança podem ser mais complicados, mas nem por isso, diferentes.

O ovo, a célula materna só é fecundada por outra célula, o sêmen paterno. A semente colocada na terra, em condições favoráveis à vida, é capaz de gerar outra vida. O óvulo fecundado é formado pelo embrião e por uma porção de alimento, uma reserva de energia necessária ao desenvolvimento. Seja peixe, seja feijão. Sempre foi assim, basta ser semente. [...]'

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O cético e o lúcido


[Lembrei muito deste texto durante o Renascendo com Amor no fim de semana. Gratidão a quem escreveu.]


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.
O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...

Extraído do Blog Tudo de Om http://tudodeom.blogspot.com/

Autobiografia em cinco capítulos

Capítulo 1
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio.
Estou perdido... sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar uma saída.

Capítulo 2
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

Capítulo 3
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... é um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

Capítulo 4
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

Capítulo 5
Ando por outra rua.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Poesia para refletir

"Não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida."
Carlos Drummond de Andrade
"A resposta certa, não importa nada:
o essencial é que as perguntas estejam certas."
Mário Quintana

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Dança

“Não se trata de saber por que é tão raro você ser a pessoa que realmente quer ser. A questão é por que é tão raro você querer ser a pessoa que realmente é? [...] Sabe por quê? Porque você não acredita que quem você é seja o suficiente. [...] Mas acontece que é. A verdadeira natureza dos seres humanos é repleta de compaixão e essa natureza essencial os torna capazes de estarem íntima e plenamente presentes. Quem você é é o bastante.
[...] É muito claro que essa intenção – de mudar ou de ser quem somos – molda profundamente a maneira como vivemos, o que achamos que precisamos fazer para aprender: se precisamos sempre nos obrigar a subir cada vez mais ou se simplesmente precisamos encontrar a coragem e a confiança necessárias para o desabrochar de quem realmente somos. Esta última alternativa requer escolhas que amparem e expandam nossa natureza realmente bondosa, enquanto a primeira parte do princípio de que nossa natureza fundamentalmente imperfeita deve ser aperfeiçoada por meio de esforços heróicos e infinitas tentativas. Embora essa permanente tentativa não esteja funcionando, é o que eu sei fazer. É difícil acreditar que seja suficiente eu ser como eu sou. Eu quero ser mais – mais bondosa, mais presente, mais consciente, mas amada e carinhosa, mais íntima de mim mesma e do mundo. Quero descobrir como ser diferente – melhor – do que sou. Embora eu não tenha conseguido viver sistematicamente meus mais profundos desejos, e esteja exausta por esforçar-me tanto para me tornar quem eu acho que devo ser para viver esses desejos, me recuso a desistir de tentar. Confio na capacidade de me esforçar. Não tenho experiência e nem confio na minha capacidade de simplesmente ser quem eu sou. [...]”
A Dança. Oriah Mountain Dreamer. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2003.

Namastê

Saudações!
Depois de um longo tempo, retomo a postagens do Blog. Muita coisa aconteceu e ainda está acontecendo e isso me fez pensar 'Se eu for esperar tudo passar para voltar a ser eu mesma, a fazer as coisas que quero e desejo fazer, então isso nunca acontecerá.'
Por isso, hoje decidi voltar a postar com mais frequência. Colocar aqui, os textos que acho interessantes, vindos de livros, filmes, músicas, internet, pessoas, e compartilhar com alguém que está ai do outro lado. Tocar as pessoas com algo que me tocou. Assim como as pessoas compartilham textos e ao lê-los, eles me tocam de alguma forma.
Bem vindos novamente.
Namastê.