quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A tempestade

Para que os cajueiros possam florir caiu esta chuva
que apagou as estrelas e encharcou os caminhos.
Água e vento derrubaram cancelas antigas,
quebraram telhas, vergaram árvores
suprimiram cercas, desalojaram abelhas e marimbondos,
enxotaram os pássaros predatórios,
e o galinheiro é um cemitério de pintos amarelos.

Este é o regimento do mundo: relâmpagos e raios
antes da flor e do fruto.
Poema de Lêdo Ivo

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