‘Um dia, quando a pequena flor tinha acabado de abrir, ao longe, formava-se um intenso furacão. Ele foi se aproximando rapidamente e, por onde passava tudo destruía. No início, ela sentiu medo, chegou até a se encolher, mas a vida que pulsava dentro de si não a deixou estremecer.
Quando ele chegou mais perto, ela lhe perguntou:
-- Por que o senhor faz isso?
Ele nem tinha percebido a ínfima flor ali. Olhou de lá de cima e rosnou:
-- O quê?
-- Por que o senhor faz isso? – ela repetiu.
-- Isso o quê? – ele não entendeu.
-- Destrói tudo por onde passa... – ela explicou.
-- É da minha natureza. É meu propósito. É minha função. – ele disse com voz de trovão.
-- Não entendo. – ela murmurou baixinho.
-- O que você não entende? – disse ele já ficando irritado.
-- Eu não entendo por que tem que ser assim. – ela explicou.
-- Tudo o que nasce tem que morrer um dia... Para dar espaço ao novo, ao que quer nascer. – ele afirmou já apressado e seguindo adiante, desviando dela, já que não era o seu caminho oroginal.
E seguiu adiante.
E ela ficou ali, pensando e curtindo o Sol que acabava de brilhar novamente...’
Luh Keler.
Nenhum comentário:
Postar um comentário