O coração é o colibri dourado
Das
veigas puras do jardim do céu.
Um — tem o mel da granadilha agreste,
Bebe
os perfumes, que a bonina deu.
O outro — voa em mais virentes
balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel — a que se chama —
crenças —,
Vive do aroma — que se diz — amor. —
Castro Alves
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